AUTOCRACIA

3.23.2005

A Nova Idade Média
Hyeronimus Bosch - The Garden of Delight

Se é verdade que a História é cíclica, que Civilização é repetição, não tenho dúvidas que revivemos a Era Negra, a Idade do Terror. O obscurantismo que caracteriza a Idade Média encontra um paralelo poderoso nos dias de hoje. Não há outro exemplo tão verosímil.
Vejamos antes de mais a Arte. Sendo esta um espelho da sociedade, reveste-se de uma extrema qualidade sociológica e antropológica e é portanto indispensável analizá-la. Em nenhuma outra época nos deparamos com semelhantes visões apocalípticas da sociedade espelhadas na Arte. O deslumbramento e optimismo vigentes desde a Renascença sucumbiram após a II Guerra Mundial. Ombreando os pesadelos dantescos de Hyeronymus Bosch, as assombrações infernais de Böeklin, erguem-se então as fotografias macabras de Joel-Peter Witkin e Andres Serrano, as depravações satánicas de H.R. Giger, as distorções fantasmagóricas de Francis Bacon e Anselm Kiefer, etc.
As duas Guerras Mundiais são, sem dúvida, a raíz da actualidade. Com esta catástrofe derruba-se o optimismo humanista do Século das Luzes. A ausência de esperança, a falta de confiança na humanidade e o sentimento de impotência e insignificância do indivíduo são a consequência de uma depressão mundial derivada da queda do iluminismo, fundamentada na constatação da impossibilidade de evoluirmos para além da nossa tendência bélica de auto-destruição.
Mas não é apenas na Arte que se encontram estas sobre-imposições. A ignorância popular medieval é outra. Enquanto na Idade Média apenas a classe aristocrata tinha acesso à educação e essa era monopólio do Clero, hoje podemos comparar a realidade em causa com a Ciência. O Ensino depende ainda do poder económico das "classes". Segundo um artigo do «Boletim Económico» do Banco Central, um agregado familiar investe cerca de 25 mil Euros na obtenção de uma licenciatura! Perante tais estimativas, parece difícil concluir que o acesso ao ensino é democrático... A relação entre o Clero e a Ciência e a realidade desta substituição, já as explorei no tópico "Humanismo ou Egotismo" (leiam os comentários...). Nas palavras de Carl Sagan: «Construímos uma civilização global, em que a maioria dos seus elementos cruciais dependem profundamente da Ciência e da Tecnologia. Também construímos as coisas de forma a que quase ninguém compreendesse a Ciência ou a Tecnologia. Podemos gozar de alguma impunidade durante algum tempo, mas mais cedo ou mais tarde esta mistura combustiva de ignorância e poder irá explodir na nossa cara.»
O obscurantismo que caracterizava a Idade Média, denominador da ignorância, do analfabetismo, da ausência de ética, do despotismo, etc, pode ser aplicado hoje aos mesmos motivos. Vivemos sufocados por informação, desinformação, propaganda, condicionamentos lógicos, pedagogias fascistas, num leito de consumismo que alimenta tanto as nossas necessidades como as mais prescindíveis trivialidades. Esta conjuntura aliena até as mesmas mentes mais revolucionárias e resistentes, condenando-as a um conformismo inescapável. Deste modo, permanecemos ignorantes perante o que nos rodeia; analfabetizados por ilusões, mistificações e um conhecimento parcial da realidade; imorais por escolhermos a via mais fácil e vivermos as nossas luxuosas vidas ocidentais em esquecimento constante das misérias alheias.
A poluição e a falta de higiene medievais, encontram um paralelo ainda mais assustador na nossa era. Mantemos o hábito de usar a rua como lixeira, com a diferença que numa aldeia global, a rua são todos os lugares do planeta.
A Peste Negra que dizimou um terço da Europa, lembra assustadoramente a epidemia contemporânea da Sida. Mas a semelhança é ainda maior em relação ao cancro. O bacilo da Peste Bubónica em si não teria degenerado numa pandemia, não fosse pelos costumes insanitários da época. Hoje assistimos a algo idêntico no caso da disseminação dos vários tipos de cancro pelo mundo, causados em grande medida pelos costumes e adventos contemporâneos como o tabaco, a alimentação, a poluição urbana, os componentes industriais, etc.
Outro ícone da Era Medieva é a Santa Inquisição que nos remete para os herdeiros maçónicos da doutrina templária, que se apoderaram hoje em dia das esferas do poder. E esse espírito castrador e punitivo de perseguição revive agora nos serviços de inteligência dos Estados, como a Mossad, ou a CIA, igualmente capazes de condenar sem lei, torturar sem remorsos e matar sem consequências.
Mas a melhor prova de que a todos os níveis parecemos ter regredido até à medievalidade, é o sistema político. Se formos suficientemente esclarecidos e conseguirmos ser sinceros com nós mesmos o suficiente, para constatarmos que mais do que numa Democracia, vivemos sobretudo numa Economia e que, mais do que num país, vivemos sobretudo num mercado, será fácil observar o que me parece justo nomear "Feudalismo Corporativo". Porque em termos de mercado, é de forma feudal que as corporações se constituem, praticando as suas próprias normas e reemunerações, ditando a agregação das populações em redor da riqueza gerada. O Estado é o maior poder feudal, oferecendo uma série de direitos aos seus vassalos em troca de serviços, que até há bem pouco tempo incluiam obrigações militares. Isto é a definição perfeita de Feudalismo, a relação de poder entre Nobres e Súbditos, caracterizada pelo acto de troca de valores em causa.
Face a estas razões, não me parece dúbio que estamos a atravessar um período de horrores ao nível da Era mais vergonhosa da nossa História. Em termos psicanalíticos, o primeiro passo para a recuperação é a constatação do mal. Resta-nos então conquistar a clarividência necessária para o reconhecermos e esperar que o desespero e nojo que a modernidade inspira, nos movam a ultrapassá-la de uma vez por todas! A mudança está já ao nosso alcance na forma de energias alternativas que nos obrigarão a reconstruír o nosso papel no mundo e reformular a visão do Homem como um ser planetário. Mas a inércia é um poderoso agente histórico de resistência à mudança e é possível que antes de melhorar, o mundo piore bastante. Escolham bem o lado em que se encontrarão quando a revolução suceder. Libertem-se dos grilhões do consumismo, evadam-se das prisões da mente! Coloquem o bem da Natureza à frente do vosso próprio, que só existimos nela, ou continuem a criar ilhas de egoísmo numa Era Industrial que nada contribui para dignificar a nossa existência e dediquem-se à auto-extinção!

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3.08.2005

Angels Don't Play This HAARP
The Empire's Military Utopia

O projecto HAARP (High-frequency Active Auroral Research Program) a que fiz referência no tópico dedicado ao Echelon é de tal forma dantesco que merece um artigo exclusivo.
À primeira vista, o HAARP parece saído de um esquema prepotente da mente de um Super-Vilão de um filme de série-B da década de 70. E realmente, deveremos indagar sobre a espontânea origem desse fecundo imaginário cinematográfico, logo nessa altura, mas isso é outra discussão.
Compreendo que este assunto convide bastante à descrença. Eu próprio tenho dificuldades em aceitá-lo. Não só porque a internet está contaminada por enormidades destas, fruto de mentes paranóicas, anarcas analfabetos, teóricos da conspiração, extremistas com a mania da perseguição e crédulos imaginativos. Não só por um íntimo desejo de que o mundo que conheço se revele finalmente um sonho e possa acordar para uma realidade menos terrível, mas também porque seria de esperar que de instituições tão diabolicamente herméticas, nada transpirasse em relação a uma monstrusiodade como o HAARP. No entanto, é plausível admitir que a política exercida seja de alguma abertura, de forma a permitir um assentamento cultural desta tecnologia, o que só contribuirá para que se sirvam dela com maior impunidade. Afinal de contas, de pouco ou nada valem as manifestações populares, as greves, os protestos. Não foi por falta deles que a guerra no Iraque sucedeu, ou que o protocolo de Quioto foi abandonado pelos Estados Unidos… É lógico assumir que o conhecimento nas mãos do povo, não provoca qualquer intimidação. Isto vem ao encontro do que afirmei sobre desinformação; em termos propagandísticos, é preferível inundar a ocultar. Perante uma insuficiência de informação, instala-se a tendência para exagerar e sobrevalorizar o que está disponível; pelo contrário, perante um excesso dela, instala-se o desinteresse ou o descrédito - a informação torna-se descartável.

Em termos muito simplificados, o projecto HAARP é a bomba nuclear do século XXI. É a nova geração de “armas amigáveis”, porque ao contrário do arsenal atómico, não produz a radioactividade destas, mas as suas consequências co-laterais podem ser bem mais devastadoras.
Para grande surpresa de quem nunca ouviu falar disto e contribuindo para o colapso do sistema ideológico de quem ainda crê no Futuro, o HAARP está em fase de testes desde 1994 e tornou-se operacional em 1998. E para os mais predispostos, há quem especule que o massivo corte energético em Nova Iorque e Toronto, em Agosto de 2003, foi uma consequência directa da utilização do programa.
As instalações da base, co-gerida pela Força Aérea (USAF) e Marinha (USN) dos Estados Unidos, situam-se na desolada planície sub-ártica do Alaska, a alguns quilómetros de Gakona. Os 5 hectares de antenas formam um complexo bastante modesto, quando comparado com as capacidades apocalípticas da tecnologia aí empregue.
A tecnologia, ainda que extremamente avançada, tem origem nas teorias de Nikola Tesla em 1900, sobre a transmissão de energia sem recurso a fios conductores. Tesla provou que era possível criar gigantescas ondas electromagnéticas com quilómetros de extensão entre períodos – ELF (Extremely Low Frequency electromagnetic waves). A primeira experiência de radiação ionosférica data de 1932.
O HAARP transformou as teorias em realidade recorrendo ao Electrojacto (um rio de electricidade que flui entre a magnetosfera e as regiões polares, num arco de mais de 100km, carregado com milhões de amperes). A contribuição fatal para este projecto foi fornecida pela patente (US4686605) de Bernard Eastlund, um físico do Texas que desenvolveu o "Method and Apparatus for Altering a Region in the Earth's Atmosphere, Ionosphere and/or Magnetosphere".
Este método permite aos transmissores do HAARP concentrar um foco de radiação super-carregada para a ionosfera, de tal forma poderoso que é capaz de a içar enquanto a aquece. As previsões avançadas por membros da comunidade científica é que, sem dividir átomos ou construir bombas, esta tecnologia é capaz de produzir um pulso electro-magnético idêntico a uma explosão nuclear de várias megatoneladas e causar danos atmosféricos superiores aos de uma detonação termo-nuclear. A alteração deliberada do plasma de iões é nas palavras dos mesmos, puro “vandalismo global”, pois pode causar rupturas nas camadas protectoras da atmosfera, convocando cataclismos pseudo-naturais e destruindo o equilíbrio geofísico do planeta.
A Terra é protegida de radiações cósmicas nocivas pelo Cinto de Radiação de Van Allen em conjunção com o campo magnético terrestre e a camada de ozono, que filtra o espectro ultra-violeta cancerígeno. Se esta tripla barreira for enfraquecida, os danos causados pelas partículas energéticas alteraria, no mínimo, os mapas genéticos de todas as formas de vida do planeta.
Num relatório lançado em Julho de 1993 pela Força Aérea (FEIS – Final Environmental Impact Statement) sobre as potencialidades do HAARP, refere-se que «as transmissões do IRI (Ionospheric Research Instrument) têm a capacidade de aumentar a temperatura da ionosfera 80º Farhenheit (27º Celsius), aumentar 20% da densidade de electrões abaixo dos 200.000m e diminuir 10 a 15% acima dessa altitude. O efeito poderá durar o equivalente a uma “noite polar” (20 horas a 179 dias).»
Este relatório de 440 páginas dedica menos de três páginas aos efeitos do HAARP sobre a ionosfera e menos de uma no que diz respeito à camada de ozono afirmando simplesmente que esta não será afectada.
Ainda neste estudo, assume-se que o IRI poderá afectar igualmente «pace-makers, sistemas de combustiveis, explosivos de detonação eléctrica.» Os “flares” de uso comum (alguns carros vêm equipados com estes, de origem), «poderão ser deflagrados à distância». Esta capacidade de detonação à distância é perfeita para a realização do grande sonho americano actual de criar um escudo de defesa anti-míssil que proteja o território nacional.
O FEIS continua, admitindo que «um avião a uma altitude de 9100m que permaneça dentro do foco do IRI (um cone invertido cujo diâmetro é de 11km) durante um período prolongado, poderá ocorrer em consequências desastrosas», embora se coíba de as referir. Observa que Gakona, se situa num «importante corredor de tráfego aéreo comercial que liga Anchorage ao Este norte-americano», assim como é afecta a vôos canadianos e orientais, num total de cerca de 12 a 20 trajectos diários.
Em outros documentos oficiais, a USAF afirma que as finalidades militares deste projecto servem as seguintes áreas: «bloqueio de comunicações (jamming), controlo de grupos terroristas, controlo de massas (crowd control), controlo de quebras de segurança em instalações militares, técnicas anti-pessoais em combate tático». Reportam também que o IRI pode cobrir áreas geográficas com um único, manobrável e reflector pulso electromagnético de forma a penetrar profundamente a superfície terrestre para «localizar estructuras subterrâneas e pesquisar por reservas fósseis e minerais».
Estas ondas magnéticas situam-se no mesmo espectro de frequência das ondas cerebrais, e podem provocar tonturas, nâusea, vertigens, fatiga, dores de cabeça, vómitos e mesmo disfunções permanentes e irreversíveis. Isto permitiria desabilitar de tal forma um hipotético inimigo que se tornaria incapaz de participar em combate ou defender-se de um ataque (a definição de "inimigo" aqui é arbitrária!...). Mas o potencial destas emissões não termina aqui, é possível através de diferentes frequências, controlar os estados psíquicos humanos, desde a histeria à passividade, da euforia à depressão, e mesmo induzir uma espécie de hipnose de massas. Este tipo de propriedades das ELF (Extremely Low Frequency waves) já foi objecto de estudos bastante concludentes, um deles, a obra de José Delgado "Physical Control of the Mind" pode ser consultada online aqui.
Tal como a frequência utilizada nos radares dos submarinos é suspeita de provocar os frequentes episódios de baleias e outros cetáceos que encalham moribundos nas mais variadas costas, projecta-se que a electro-poluição do HAARP tenha efeitos semelhantos nos padrões migratórios de peixes, aves e outros animais.
Como se isto não bastasse, a arma propriamente dita é outra bastante mais ambiciosa. Uma estudo de simulação para futuros cenários de defesa, descrita num relatório da Air University da USAF, incita as Forças Aéreas dos Estados Unidos a «controlor o clima capitalizando as tecnologias emergentes e investindo no seu uso bélico. Desde aumentar a eficácia do combate norte-americano, a diminuir a do inimigo, o uso em pequena-escala da engenharia climatérica, ou o domínio sobre as capacidades de comunicação, oferece um enorme leque de oportunidades estratégicas. Nos Estados Unidos, a modificação do clima, tornar-se-á provavelmente uma parte da política de segurança nacional com aplicações domésticas e internacionais. O nosso governo seguirá essa política, dependendo dos seus interesses, aos mais variados níveis.»
Segundo a Dr. Rosalie Bertell, «estes métodos incluem o aperfeiçoamento de tempestadas e o desvio de correntes de vapor atmosféricas de forma a produzir secas ou cheias em locais alvo.» O HAARP é capaz de criar zonas de pressão atmosférica prolongada (criação de ciclones) e a quantidade de energia bombardeada para o solo gera tanta vibração que pode mesmo desencadear terramotos.
O uso deste tipo de tecnologia não serve unicamente o propósito de fazer uma Guerra de Clima (Weather Wars), pois permite sobretudo controlar climatericamente o desenvolvimento de outros países, destabilizando a sua economia, inutilizando a sua agricultura, destruindo as suas infra-estructuras.
De acordo com as directivas assinadas na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climatéricas, em 1992, no Rio de Janeiro, «Os Estados têm, de acordo com a carta patente das Nações Unidas e os princípios da Lei Internacional, a responsabilidade de assegurar as actividades dentro das suas jurisdicções e controlo, de não causar danos ao ambiente de outros Estados ou de áreas exclusas aos seus territórios nacionais.» Em adição, uma convenção internacional ratificada pela Assembleia das Nações Unidas em 1997, proíbe «o uso militar ou de carácter hostil de técnicas de modificação ambientais com repercussões drásticas de longa duração e abrangência». Embora tenham cancelado a sua participação no Protocolo de Quioto (estrategicamente), os EUA foram signatários desta convenção.
Em resposta a um relatório de Maj Britt Theorin, membro suiço do Parlamento Europeu, O Comité para os Assuntos Estrangeiros, organizou conferências públicas sobre o programa do HAARP em Fevereiro de 1998. A Moção para Resolução subsequente do Comité, submetida em Janeiro de 1999, «considera o HAARP por virtude do seu impacto de longo alcaçe no ambiente, uma preocupação global e requere que as suas implicações legais, ecológicas e éticas sejam avaliadas por um corpo internacional indepente; [o Comité] lamenta a repetida recusa da Administração dos Estados Unidos em evidenciar publicamente os riscos ambientais e humanos do programa HAARP.»
Apesar de um vasto conhecimento científico, o assunto de manipulação climatérica para uso militar, nunca foi explicitamente endereçado pela agenda das Nações Unidas.
Talvez porque, haverá várias Nações interessadas nesta tecnologia e legislar contra o seu uso seria contra-produtivo. Não só existem outras bases deste tipo espalhadas pelo globo (embora a dos EUA, seja actualmente a mais poderosa), como a tecnologia em si pode ser importada. O EISCAT, (European Incoherent SCATter), por exemplo, é uma associação de interesses entre a Noruega, a Suécia, a Finlândia, o Japão, a França, o Reino Unido e a Alemanha. Opera em instalações de radiação ionosférica mundial em Tromso, na Noruega. E julgo que, sub-repticiamente, haverá uma noção imbecil no seio das Nações Unidas, de que esta será uma alternativa mais “segura” e “limpa” ao armamento nuclear.
Acho que a única alternativa ao armamento é o desarmamento, caros governantes. Mesmo que inventem uma arma capaz de induzir a felicidade, o amor ou o respeito, eu nada mais seria que uma vítima dessas emoções, alvejado por balas hipnóticas, ferido de metempsicose, morto de alienação. Inventem antes um antídoto para vós.

Nota: No site oficial do HAARP, sob uma imagem da bandeira dos EUA e a data 9-11-2001, lê-se "We are united. We are resolved. We will not forget."´- Só espero que não se esqueçam também de Hiroshima!
Outros links:
- Excelente documentário disponível para download com o protocolo eDonkey (Real Media, 32MB, 51min)
- Documentos oficiais disponíveis para compra nesta página, ou nesta.
- SuperDarn (mapa das várias instalações de radiação ionosférica)
- Angels Don't Play This Haarp
- Curiosidade: Earth Songs

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3.07.2005

Great News from Baghdad
Get a 50% discount on shipping with an oil well coupon

Novas notas em circulação após as eleições "democráticas".
O povo iraquiano pode finalmente comprar hamburgueres!

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3.05.2005

A Leap of Faith
And the Award For Best Lunar Landing Goes to...

And the Award For Best Lunar Landing Goes to...
[11 Razões e 3 Videos contra a veracidade das missões Apollo]

11. Richard Nixon, de apelido "Tricky Dick", ocupava a presidência nessa época. A sua alcunha popular devia-se ao conhecimento generalizado dos escândalos que o envolviam. Foi obrigado a demitir-se do cargo, após ter sido implicado no caso Watergate.
10. Uma missão tripulada à Lua bem sucedida, oferecia uma excelente oportunidade de levantamento de moral e uma fabulosa distracção para a revolta em curso na America, por causa de 50.000 mortes na Guerra do Vietnam.
9. Em ambiente de plena Guerra Fria, os EUA necessitavam igualmente de garantir uma vitória visível contra a ameaça comunista. Da mesma forma que o governo norte-americano apenas interviu na Segunda Guerra Mundial (numa altura em que todas as nações beligerantes estavam à beira do colapso), sabendo que com isso emergiriam a maior potência mundial, a conquista da Lua oferecia uma renovação desse estatuto e carácter heróico entretanto degradado.
8. O programa espacial soviético era cinco vezes superior ao americano, em horas passadas no espaço. Foram os primeiros a alcançar as seguintes sete metas:
- Primeiro satélite em órbita;
- Primeiro homem no espaço;
- Primeira missão tripulada em órbita;
- Primeira mulher no espaço;
- Primeira tripulação de três astronautas a bordo de um nave espacial;
- Primeiro "space-walk" (excursão espacial);
- Primeiro de dois "rendez-vous" em naves espaciais.
7. Contrariamente a todos estes marcos tecnológicos, foram alegadamente as missões Apollo, as primeiras a aventurarem-se para além da segurança da gravidade orbital terrestre, sujeitando-se a radiações letais.
6. Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar o solo lunar, recusou sempre a ser entrevistado. Collins recusou-se igualmente, ficando célebre pela frase: "Ask me no questions, and I'll tell you no lies". Buzz Aldrin, foi o único até hoje a conceder uma entrevista, com a condição de que processaria os repórteres caso divulgassem a informação.
5. A NASA fez repetidas alterações em fotos da missão.
4. Videos da alunagem descobertos recentemente, mostram a bandeira americana a ondular ao vento. Uma vez que a Lua não possui atmosfera, parte-se do princípio que na fabricação deste filme, foram usadas ventoínhas de forma a arrefecer os astronautas dentro dos seus fatos espaciais e sobre focos de luz intensa.
3. Fotos do solo sob o propulsor da Lunar Lander, revelam uma superfície imaculada, embora durante a fase de testes houvesse até a preocupação de que o aparelho se enterrasse no próprio buraco causado pelo escape de propulsão.
2. Algumas fotografias raras, mostram cenas da paisagem lunar em que várias configurações do terreno projectam sombras díspares. O que só poderia acontecer se houvessem várias fontes lumínicas.
1. A última razão é esta.

O único programa norte-americano que na altura superava o soviético era o de Hollywood. Desde o seu início até hoje, essa é talvez a maior proeza dos EUA: o poder de fabricar sonhos! Simplesmente, ao pretenderem vender os sonhos que criam como reais, tornam-se meros fabricantes de mentiras!

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3.04.2005

Free Your Mind

She's Got Your Eyes

Buy Nothing Day AdThe Product is YouObsessionGDP


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3.02.2005

Echelon
If you have a complaint against your government just call your mom to let them know

A propósito de um tópico recente n'A Grande Mentira, aproveito para publicar este assunto aqui a título de comentário, até porque é demasiado extenso. Leiam esse tópico antes deste.
O assunto em questão é o proverbial "Big Brother". Ao se deparar com um site da CIA sobre factos internacionais perversamente complexos, o meu caro companheiro de armas, levantou uma séria questão:
«Se esta é a informação que estão dispostos a divulgar, e a assumir que a colecionam, não quero sequer pensar na "indisponível"»
Embora aqui apenas se referisse à CIA, logo a seguir observa bem que devemos pensar «nisto como uma escala. Os países vigiam países que por sua vez vigiam cidadãos.»
O que ficou por dizer é ainda mais aterrador. Os países auxiliam-se nessa tarefa de espionagem, cooperam para que nenhum hertz de informação escape por entre a apertada malha da rede de oscultação global. Isso é o Projecto Echelon, o "Big Brother". O aspecto mais sórdido desta operação é ter conseguido fomentar a dúvida da sua própria existência, apesar da sua alcunha já ter até originado "Reality-Shows".
Esta é a maior artimanha de todas! É prova que o melhor sítio para esconder um alfinete, não é numa meda de palha, mas num monte de alfinetes. É isso a desinformação. Fazer circular informação de todo o tipo, até que ninguém acredite já na realidade das primeiras suspeitas. O "Big Brother" hoje tornado mito urbano, ufologia, teoria da conspiração, ou pior ainda, tornado entretenimento, é um testemunho do quanto este método contribui para gerar o descrédito em volta desta matéria. É um testemunho de que o melhor método para tornar as massas ingorantes (e consequentemente, impotentes e submissas), não é esconder os assuntos, mas divulgá-los em pequenas doses ambíguas e de preferência contraditórias. Permitir que essas doses corroam o imaginário de todos, alimentem as especulações, se multipliquem em factóides, degenerem em folclore e se vulgarizem. Sobrinformar é desinformar! É de uma simplicidade maquiavélica!
Acreditem ou não, o projecto Echelon é uma realidade. E embora, não seja do conhecimento de todos, o próprio Parlamento Europeu tem vindo a designar comissões [1] [2] [PDF],de há uns anos para cá, para desenvolverem relatórios sobre ele. Estas comissões não são fundamentadas em fantasias, mas em verdadeiros indícios de sistemas de intercepção globais.
É difícil saber onde reside a verdade nestas circunstâncias e eu próprio posso estar a cometer a imponderabilidade de compactuar com a fábrica de mentiras popular, ao defender esta posição. Mas prefiro acreditar que o Echelon existe, mesmo na ausência de provas, e mais tarde vir a verificar que era tudo imaginação minha. Prefiro isso a resignar-me a um limbo silogístico, a uma área cinzenta do mundo, onde nao há poder de julgamento, de olhar fixo na balança da informação à espera de uma oscilação de desiquilíbrio, que me permita escolher. Prefiro isso ao nihilismo da dúvida permanente, à letargia racional. Prefiro-o, porque senão o fizesse, o mundo começaria a parecer, a cada realidade que negasse, cada vez menos sólido, cada vez menos tangível. Prefiro afirmar uma mentira, do que negar uma verdade.
O Echelon foi iniciado em plena Guerra Fria. Usado inicialmente, para espiar comunicações soviéticas. Nesta conjuntura, tal projecto era perfeitamente aceitável, a CIA, tal como o KGB, investia em todo o tipo de investigações mengelianas.
- Desde o MKULTRA e o BLUEBIRD ou ARTICHOKE (projectos aberrantes em que se procurou descobrir drogas e métodos de controlo da mente e técnicas de interrogação, a famosa "droga da verdade" deve a sua existência a ele);
- o HAARP (desenvolvimento de armas energéticas ionosféricas);
- o CORONA e o SAMOS ou SENTRY (vigilância por satélite) que culminaram no GAMBIT (as famosas imagens de aquisição de alvos por satélite na Guerra do Iraque são um resultado directo da tecnologia orquestrada por estes projectos);
- não olvidando o Projecto Manhattan em que se desenvolveu a primeira bomba nuclear;
- as investigações em guerra biológica, etc,
A lista é interminável. Há até uma experiência simultaneamente caricata e cruel, em que introduzem eléctrodos num gato doméstico de forma a utilizá-lo para espionagem - o Projecto vulgarmente apelidado de "Acoustic Kitty". Todos estes assuntos estão extensamente documentados neste site, foram todos compulsivamente publicados após a Lei de Liberdade de Informação.
As actividades no campo de investigação bélica, de contra-inteligência e de espionagem, não cessaram com o colapso da Cortina de Ferro e continuam a ser financiadas pelo governo norte-americano (e não só). Muitos dos projectos acima citados estão ainda hoje em curso com outros nomes de código e/ou objectivos, assim como muitos outros dos quais só ouviremos falar na próxima década. A própria internet foi desenvolvida em 1969 pelo ARPA (Advanced Research Projects Agency) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. É curioso que na primeira telecomunicação efectuada só se conseguiram enviar duas letras e o sistema crashou a seguir. As letras foram o "I" e o "O". Io era uma princesa grega que foi transformada em vaca lol.
As comissões do Parlamento Europeu não se destinam a averiguar se o Echelon existe ou não, mas antes a reunir provas da sua actividade. É conhecida a aliança de países forjada em 1948 sob o nome de UKUSA, com o único intuito de vigiarem todas as telecomunicações, telemetrias de mísseis, satélites, controlos radar, etc. Esta coligação nunca foi dissolvida e visa dar continuidade ao SIGINT e ao ECHELON. Os países envolvidos são os Estados Unidos, o Reino Unido, o Canadá, a Austrália e a Nova Zelândia. A união de esforços possibilita uma cobertura total das telecomunicações globais. E só graças às investigações privadas de um jornalista da Nova Zelândia, que procurou esclarecer as colaborações evidenciadas entre a NSA e o GSCB (Government Communications Security Bureau da Nova Zelândia), hoje é possível dizer que o "Big Brother" não é ficção. O trabalho de Nicky Hager pode ser lido nesta página. O mais incrível de tudo isto é que o Echelon está cotado na bolsa!
A questão de fundo é que, não se trata do poder de uma agência ou de um país, o controlo é global e multilateral. As potencialidades finais deste tipo de operação são pura omnipotência, não é apenas invasão de privacidade, é domínio mundial.

Outros links:
Spy System Spammed - Como rebentar com as costuras do Echelon
The Guardian UK - Artigo sobre o relatório do Parlamento Europeu
Erosion of Individual Character - Tudo sobre o Echelon


Echelon Facilities Aerial PhotosEchelon Inside

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2.27.2005

Album-Cubo
Velvet Underground's New Album

Eis um exemplo de um design para um album-cubo!
(Ler o tópico anterior)
O centro pode ser uma porta USB ou Firewire ou mesmo um jack para headphones.
E uma vez que este é o album dos Velvet Underground, até se podia imaginar uma mini-banana-usb com o nome da banda impresso num dos lados.
Não estou a brincar. Se até disto se faz hoje em dia:


lol

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2.26.2005

A Indústria Musical e a Era Digital
A Message from the Empire

Desde que dei início a este blog, houve sempre um assunto que desejei abordar mas que nunca consegui contextualizar devidamente. Até que, por acaso, surgiu a oportunidade de ter uma (animada) discussão sobre isso, há um par de dias atrás. É curioso como por vezes a melhor maneira de pensar numa determinada questão é simplesmente falar sobre ela. Mesmo quando não estamos totalmente certos daquilo que pretendemos, o exercício de comunicação obriga-nos a estructurar, fundamentar e explicitar essa opinião em todos os seus ângulos. Ao fazermo-nos compreender, descobrimo-nos. Auto-leccionamo-nos (perdoem o palavrão).
Finalmente, e graças a isso, posso então exprimir a minha visão sobre a Guerra da Propriedade, em que se digladiam a Indústria Musical e os melómanos da Era Digital. Já muita tinta e algorritmos correram sobre este assunto, mas tanto quanto pude averiguar, há contornos fundamentais deste paradigma que permanecem intocados e anónimos.
O que me parece imprescindível discutir são os papeis desempenhados por ambos músicos e piratas nesta querela comtemporânea. A indústria musical tem afirmado, perante o advento do "self-service digital", uma posição ditatorial. Presume que deve ditar ao consumidor a forma como deve consumir. Esta atitude é aberrante. Uma empresa que oferece um produto, deve adaptar esse produto às necessidades e exigências da procura. O contrário seria tentar vender estrume a contabilistas.
A questão legal não é o fulcro do problema, pois é do conhecimento comum que vários artistas de sucesso se mostraram a favor da partilha pela internet. Não me parece injusto concluir que apenas as bandas com aspirações ao lucro megalómano e aquelas que se habituaram a tais remunerações vêem essa iniciativa com receio. Os músicos com ambições maioritariamente artísticas admitem, pelo contrário, estar em dívida para com a tecnologia Peer-to-Peer (P2P), pois sem ela, em muitos casos, encontrar-se-iam afónicos, desconhecidos de todos, sufocados pela indústria que os deveria acarinhar.
A indústria musical deve procurar cativar o consumidor moderno. Deve investir nele, flexibilizar-se para ir de novo ao encontro dos seus interesses, inovar o mercado em vez de o asfixiar. Em vez de exercer um dominío agressivo (à semelhança das petrolíferas), tornando impossíveis as alternativas de consumo.
Sejamos realistas, os formatos estão sempre a mudar, caducam, são ultrapassados por outros de melhor qualidade, desde o vinil à cassete, ao CD, ao DVD e agora ao HD (Hard-Drive). Se fôssemos tão conservadores como a indústria está a ser, ainda ouviríamos música em grafonolas. E é triste observar que muita resistência se opôe a esta mudança. Como se, de um momento para o outro, ao se investir em música avulsa (MP3s ou outros formatos), os CDs deixassem de existir. Evitem pensar assim. Há muitas razões para liberalizar este formato, a mais importante a meu ver é o reduzido tempo de vida de um CD. Embora a esperança média aponte para os dez anos e haja quem defenda que a durabilidade é ainda maior, a minha experiência é que ao fim de cinco anos um CD original comprado a custo já esteja saturado de ruído, com quebras e faixas corruptas. Podem retorquir, acusando-me de desleixo com os CDs, mas a verdade é esta, são frágeis e deterioram-se facilmente. Mas há outras razões. O facto de ter de comprar 60 a 90 minutos de música, quando a maior parte das vezes só me interessa uma faixa de quatro minutos, é desanimador. Sobretudo aos preços que se praticam em Portugal. Disto resultam duas situações: ou compro um album para o pôr na prateleira, ou coíbo-me de o comprar, ou adquiro a música que me interessa na internet. Caso não nade em dinheiro, qualquer uma das outras opções é prejudicial na mesma medida à indústria musical.
Esta predilecção pelo download prende-se com o poder de selecção e tem de ser respeitada. Até porque há muitas formas rentáveis de aproveitar este tipo de consumo. Podemos constatá-lo pela gama de produtos orientados para música digital, que têm sido lançados recentemente. É curioso verificar que são empresas não-editoriais como a Apple (i-Tunes) que têm conquistado com irreverência este mercado. Este facto corrobora a ineficácia do discurso despótico da obesa indústria musical, que em letargia na opulência do trono corporativo, é incapaz sequer de viajar até à janela para encarar a realidade do mundo que governa. Ao incentivar uma guerra de tribunais, tem esquecido constantemente que a fundação para qualquer negócio promissor, reside na máxima de que "o cliente tem sempre razão". Se se obstinar nessa condição, condena-se a ser ultrapassada por uma revolução que está já em curso. Os gigantes estão ameaçados e, com atitudes dinossâuricas, arriscam-se à extinção. Querem tanto silenciar a mudança, convencidos que detêm a razão que serão consumidos pela sua própria soberba, presunção e ganância.
A revolução é ainda um passo tímido. Há muito que falta fazer para tornar de novo apelativa a compra de música. Se realmente, o consumidor tem demonstrado uma preferência avassaladora pelo formato digital e recorre a programas de partilha para o obter clandestinamente, então torna-se imperativo, renovar o interesse pelo "objecto". Uma vez que a música em si não tem qualquer valor de posse, mas apenas de usufruto, a única hipótese viável de revitalizar a procura e insuflar o desejo comercial pela música é remodelar o objecto. Bastaria, para tornar isso possível, comercializar cartões de memória de uma única faixa com um design variado e atractivo. Essa iniciativa, daria um novo significado ao conceito de CD-Art. Imaginem entrar numa loja de música e ao lado de CD's, Vinis e DVD's, encontrarem uma interface USB para descarregar músicas ou, melhor ainda, músicas individuais em formato de cubo, esfera, poliedro, caneta, etc, etc, etc. É um conceito extremamente sedutor, poder comprar o novo cubo-single dos Massive Attack, ou o anel-album dos White Stripes... As hipóteses são infinitas. Acho espantoso que ninguém se tenha lembrado antes disso e parece-me mais sensato acreditar na inerte resignação imperialista da indústria. É certo que uma tecnologia deste tipo é demasiado dispendiosa e iria disparar o preço já exorbitante da música, mas não é esse o entrave. Todas as novidades comerciais surgem a preço de ouro no mercado e, em caso de dúvida, fazem-se edições limitadas, promove-se, combinam-se esforços. Mais tarde ou mais cedo, os preços fluctuarão e à medida que a procura suba e a concorrência batalhe, será possível atingir valores razoáveis.
Não só do ponto de vista do consumidor e do comércio, esta iniciativa poderá provar-se apetecível, mas também para o músico. Ao ser viável a venda avulsa de faixas, acabarão as castradoras cláusulas contractuais que obrigam à produção de um X número de CD's, acabará o impasse financeiro que existe para o período de criação até à compilação de um número aceitável de faixas para um CD. Será possível editar músicas uma a uma e esse sistema condicionará a criação musical, obrigando a uma melhor qualidade. Músicas com menos interesse para o consumidor venderão menos, músicas com maior interesse venderão muito mais do que um simples CD. Fazendo o balanço de todas estas variáveis e pressupondo que este novo formato desinteressará muitos consumidores da pirataria, parece-me fácil adivinhar o quão rentável será investir em inovar.


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2.25.2005

Relatório do GOVD
Brueghel - Babel

O texto que se segue é uma transcrição quase integral de um tópico do blog Mui Mentiroso. Tal como o autor desse blog, considero muito importante fazer a divulgação deste assunto e aconselho vivamente a que imprimam este texto. Não só porque é talvez extenso demais para ler online, mas também porque vos permitirá mais tarde emprestar essas impressões e partilhar a informação.

«(...)Segundo indaguei, junto de jornalistas, e tem sido confirmado, de forma velada, por alguns comentadores televisivos, este documento começou por ser enviado às entidades nele referidas, no primeiro semestre do ano de 2003. Depois foi enviado a todos os órgãos de comunicação social e agências noticiosas. Tendo sido, igualmente, ignorado, apesar da gravidade (...) do seu conteúdo. Finalmente, foi publicado num “blog” conhecido pelo nome de “MUITO MENTIROSO”(...)

Para:
Presidente da República / Primeiro-ministro / Ministra da Justiça / Procurador Geral da República / Juiz Rui Teixeira / Presidente do PSD / Dr. Pedro Santana Lopes (PSD) / Secretário Geral do PS / Presidente do CDS / Secretário Geral do PCP / Dr. Francisco Louça (BE) / Dr. Adelino Salvado, Director Nacional da PJ,

Somos o GOVD – Grupo Operacional de Vigilância Democrática. Somos um grupo de cidadãos, homens e mulheres, que integra também vários profissionais das Polícias e Serviços Secretos Portugueses. Somos democratas e defendemos um Estado de Direito, em que as polícias devem estar ao serviço da comunidade, para proteger o Estado e os cidadãos. Para isso têm que estar ao serviço duma Justiça Verdadeira. Somos contra a corrupção, extorsão, calúnias e contra o uso do crachá para benefícios próprios… Infelizmente, somos necessários e temos que usar a clandestinidade.
Em relação ao processo “Casa Pia”, chegou a altura de dizer “BASTA!” e denunciar a teia que se construiu à volta de alguns cidadãos inocentes; e que continua a ser “tecida” com os dados viciados, de algumas pessoas da Polícia Judiciária (constituídas em Associação Criminosa, com ramificações a várias actividades ilícitas) e do Ministério Público.
Os verdadeiros pederastas e traficantes andam à solta, na Casa Pia, no Governo, na Comunicação Social, na Magistratura e na Alta Sociedade. Este processo chegou a uma situação insustentável e sinistra. Por isso decidimos actuar! Por enquanto, junto de altas entidades responsáveis; seguidamente iremos para a Comunicação Social Portuguesa e estrangeira.
Comecemos, este relatório, pelo ano de 1996:
Uma brigada da PJ, chefiada por Ana Paula, descobre criminalidade pedófila, no Parque Eduardo VII e nos Jerónimos, com envolvimento, preponderante, de alunos da Casa Pia, de várias idades. A actual coordenadora de investigação criminal, Rosa Mota, tentou parar a investigação, dizendo, a Ana Paula, que era uma questão “muito perigosa”. Esta, no entanto, continuou; e organizou um ficheiro dos miúdos. Repare-se que, neste ano, já Pedro Strecht “acompanhava” os alunos da Casa Pia. Os miúdos mostraram casas no Restelo, Cascais e Coruche. Um deputado europeu foi apanhado em flagrante. Ana Paula recebeu “ordens” para “esquecer o sujeito”. Não obedeceu totalmente e, como consequência, os elementos que trabalhavam com ela foram perseguidos, acabando por pedir transferência. Mesmo assim, Ana Paula ainda descobriu muito, de muitas figuras, e também filmes domésticos. Foi afastada da Brigada e “posta na prateleira”.
Quatro ou cinco anos mais tarde, (no início deste século, portanto) foi “apertada” pelo Dr. Rui Pereira, Director do SIS, e pelo chefe Basílio, também do SIS, que queriam “informações” sobre o caso dos miúdos. Basílio queria elaborar um dossier que estabelecesse a ligação entre políticos do PS, figuras ligadas a esse partido, e a homossexualidade. Ele, e colaboradores, andaram a entrevistar miúdos e adolescentes, nas zonas de prostituição masculina e nas cadeias. Chegavam a mostrar fotografias. Depois deste “aperto”, Ana Paula pediu a transferência para o terrorismo.
Depois de colocarem Ana Paula “na prateleira”, nomearam Dias André. Este enriqueceu rapidamente, comprando mesmo uma moradia, no valor de cem mil contos. A sua ligação ao tráfico de droga, “oficial”, dentro da PJ e/ou a chantagem com material pedófilo, justificam bem o seu valioso património actual (oficial e clandestino), que está muito acima do milhão de contos. De sublinhar que tem mesmo um processo por extorsão. Este património é, no entanto, inferior ao de Dias Costa (reformado tão depressa), ao do seu chefe Paulo Rebelo (vários milhões de contos), que é afilhado de Laborinho Lúcioi, Luís Neves Baptista, Ilídio Neves Luís, etc. Este é outro “filme”, com actores que são comuns.
Quando foi nomeado, Dias André mandou retirar, rapidamente, o “dossier do Parque”. Entretanto, “desapareceu” também, um conjunto de fotografias de miúdos nus, numa residência situada em Cascais, onde foi assassinado um indivíduo do “jet-set” (Burnay). Dias André terá, no entanto, guardado parte do ficheiro, que está agora atentar utilizar no Processo Casa Pia, para forjar provas e para encontrar jovens que testemunhem, com mentiras.
O que é notável é que Dias André foi suspenso por extorsão (trabalhando em conjunto com o seu irmão da PSP) e, mesmo suspenso, frequentou o curso para a chefia. Dependendo (só em teoria, porque ele próprio afiram que manda nela) da coordenadora Rosa Mota, pediram-lhe para levantar a suspensão. Fizeram este “pedido”, à coordenadora, entre outros, o Dr. Gonçalves Pereira e Bonina, o Procurador-Geral e adjunto Agostinho Homem e o Juiz Desembargador Trigo de Mesquita (sorteados para analisar os recursos de Carlos Cruz e Paulo Pedroso, como nos sorteios dos árbitros de futebol).
Foi o Dr. Fernando Negrão, apoiado pela Dra. Leontina, que ainda é Sub-directora, quem manteve a suspensão. Pagaria caro, mais tarde, pela mão do Dr. Cunha Rodrigues.
Dias André foi “introduzido”, no meio jornalístico, por Moita Flores e pelo inspector-chefe Teixeira. Assim conheceu a sobrinha de Cunha Rodrigues, no Diário de Notícias (que veio a ser testemunha-chave, contra o Dr. Fernando Negrão); Jorge Soares, do Correio da Manhã (que tem, hoje, como “braço armado”, Octávio Lopes, com a cumplicidade de Octávio Ribeiro); Felícia Cabrita, do Expresso e da SIC; Paula Crvalho, do Público. Entretanto, um tal Câmara, do Diário de Notícias, foi identificado pelos miúdos. O caso (mais este) também foi “abafado”. A Paula Casou com um elemento da Brigada. São visita da casa de Pedro Strecht.
Felícia Cabrita, dormindo com o inspector-chefe Teixeira e com Orlando Romano, foi autorizada a acompanhar a Brigada de Homicídios. Começou assim, Felícia Cabrita, (muito através da sedução, como ela própria confessa, publicamente) a ter responsabilidades e protagonismo na “criação” de factos e de histórias, que vêm a culminar no Processo Casa Pia, actuando como “braço direito” de Dias André, com quem anda, frequentemente, no carro da PJ e não só.
Depois de Cunha Rodrigues ter “abatido” Fernando Negrão e “escondido” muitos processos da Alta Autoridade Contra a Corrupção (quando esta foi extinta), estes foram utilizados, como chantagem, sobre muitas pessoas da vida política, económica e financeira. Rosa Mota e Dias André são catapultados para o topo.
O Dr. Bonina faz uma reestruturação e, para surpresa de todos na PJ, Rosa Mota é colocada nos “crimes sexuais” sem qualquer experiência de investigação (o seu currículo era mais de colaboração com a Interpol). Assim, fica nas mãos de Dias André, que ela, estranhamente, leva consigo, transformando-se, rapidamente, em sua “marioneta. Leva-o para todas as reuniões e é ele quem fala. Perdeu todo o respeito da PJ e é, hoje, motivo de galhofa. Dela se contam várias histórias e anedotas, nomeadamente sobre a sua vida sexual de lésbica.
Dias André é perigoso! Lança mão de todos os meios, principalmente os ilícitos, para atingir os seus fins. Desobedece, livre e impunemente, aos Chefes e Directores. Chegou a gabar-se de “estar a fazer a cama” à sub-directora Dra. Leontina, que foi, durante muitos anos, coordenadora dos crimes sexuais, inclusivamente quando aí trabalhava o agente Caetano (que interveio no processo de 1982, da casa de Jorge Ritto).
Caetano cumpriu, entretanto, oito anos duma pena de doze, por extorsão. Suspeita-se que, recentemente, tenha recebido bastante dinheiro, de Dias André, para dizer que os miúdos que referiram Carlos Cruz, em 1982, eram credíveis. Mas a história é outra: ele disse, aos colegas antigos, que “os putos tinham tentado incriminar figuras públicas, como Carlos Cruz, mas era tudo mentira”. Até conseguiu identificar, segundo contou, o indivíduo que se fazia passar por Carlos Cruz, porque achava graça que os miúdos o confundissem.
Dias André gosta de beber. E, “com os copos”, fala bastante. Foi “com os copos” que disse, a quem o quis ouvir, que: “graças ao Moita Flores, tinha encontrado, no Alentejo, um processo antigo, que provava que, o grande amigo e assistente de Carlos Cruz, “comia” putos”. E, também “com os copos”, disse, a um colega, que andava atrás de Carlos Cruz.
Em Janeiro de 2003, Dias André disse, à Dra. Isabel Polónio, que ia fazer prisões. Que ia “tirar o ar” às suas vítimas, para que elas reagissem. Os que “se mexessem” eram presos.
Felícia Cabrita já tinha o “seu papel” definido: criar situações e controlar a publicação de notícias, para intoxicar; baralhar para confundir. Também nessa altura, esta “jornalista” teve um encontro com o Eng. Paes do Amaral, patrão da TVI (ligação à Moderna, lavagem de dinheiro, ligação à Colômbia e homossexualidade). Tinha, assim, na mão a TVI e o Portugal Diário na Internet, que começaram a contradizer o que tinham ouvido antes, sobre a inocência de Carlos Cruz, nos depoimentos já obtidos.
Diz-se mesmo (não confirmado) que existem fotos de Paes do Amaral com miúdos. Por isso é chantageado e chantageável. Paga, e põe a TVI ao serviço da “jogada”. Entrou em “pânico” quando soube que Sá Fernandes (avençado da TVI) ia ser odvogado do apresentador. Ele, Dias André, João Guerra, Catalina Pestana e Octávio Lopes, tentam retirar Sá Fernandes da defesa de Carlos Cruz.

As “estratégias” das duas prisões de 31 de Janeiro de 2003
Com Hugo Marçal foi usada a “técnica” de o assustar: com várias ameaças, pelo telefone. Mas, ao contrário do que se esperava, Marçal não fugiu.
De Ferreira Dinis encarregou-se Felícia Cabrita, que levava dois planos: pagou a um miúdo para bater à porta do médico. O miúdo receberia mais, se chegasse a ter alguma intimidade com Dinis. Não resultou. E parece que há testemunhas que foram à PJ declarar que viram, a Cabrita, a pagar. Resta saber onde estão estes depoimentos.
Felícia avançou, então, para o “plano B”: simulou que a estavam a tentar atropelar (como foi visto na SIC). O miúdo, assustado, confessou conhecer, a Cabrita, através de Dias André.
Quanto a Carlos Cruz, a Dra, Isabel Polónio deu conhecimento ao Director, Dr. Artur Pereira. Dias André não contava com isso. Aquele convocou uma reunião para o dia 30 de Janeiro. O duo Rosa Mota / Dias André, não levou o processo. Limitaram-se a dizer que três testemunhas reconheciam Carlos Cruz e que o Ministério Público já tinha decidido passar os mandados de detenção. O Dr, Artur Pereira “não engoliu”. Disse que as provas eram insuficientes e que a investigação devia prosseguir.
Também se falou de Políticos e Ministros e o Director Nacional foi informado. Dias André, com a sua arrogância, irritou o Dr. Artur Pereira, que deu uma ordem: _ “nada de detenções; nada de vigilâncias ou de seguir pessoas, até prova credível.
Nessa noite, reuniram-se, de emergância, Rosa Mota, Dias André, Moita Flores e Felícia Cabrita. E ainda nessa noite, Dias André reuniu-se com o Dr. Agostinho Homem, procurador-geral adjunto.
No dia 31, “o duo” foi falar com o Dr. João Guerra, no DIAP. Fizeram “queixa” da Direcção Geral da PJ, que diziam querer proteger Carlos Cruz. Nesse dia, essa versão foi “vendida” ao Procurador Geral. Este resolve falar com o Director Geral da PJ apenas na segunda-feira, já depois das detenções. O DIAP, depois de grandes discussões, avocou o processo; e o Dr. Adelino Salvado (contra as instruções da ministra), com medo, não se sabe de quem, ou de quê, destaca funcionários. O Dr. João Giuerra passa a ter instalações e carros da PJ. Quando lhe são recusados mais meios, ameaça a PJ, acusando-a de “colocar entraves à investigação”. Não esquecer que é paranóico e esquizofrénico. E também violento, como o provam as queixas da sua mulher, que chegou a agredir enquanto grávida. O seu processo de divórcio é um monumento ao sadismo. Tem um “estranho” ascendente sobre Souto Moura. Não se sabe porquê, mas o PGR teme-o.
Na PJ, sabe-se que “a bronca vai estoirar”. Há “ratos” que “querem abandonar o barco”.
Carlos Cruz foi preso, no Algarve, no meio de uma “comédia” inventada por Dias André, com a aprovação de Rosa Mota, assim:
À porta de casa de C. Cruz, estava, de vigia, o inspector José Carlos Rualde. Quando viu o jipe sair, com alguma bagagem, deu o alarme de que Carlos Cruz ia fugir. Como não conduz, só meia hora depois saiu uma mota, de Lisboa, com o inspector Macatrão que, para recuperar o atraso, teve de ir a mais de 200 km/h. Rosa Mota avisou a GNR. Como, mais tarde, este inspector quis desmentir que Carlos Cruz fosse a 200-250 Km/h, foi transferido, da brigada de vigilâncias. Esta mota tem “via-verde” e os telemóveis, utilizados nessa noite, estão em nome da Polícia. Não sabemos se os extractos estão guardados, ou se, como é normal, quando convém, “desapareceram”.
A partir desse dia, Felícia Cabrita selecciona as notícias e as “fontes”, como estava planeado; mesmo as que eram para ser publicadas noutros jornais, como o DN e o Público (conforme ligações já descritas). Assim apareceram as notícias sobre “os movimentos de grandes somas de dinheiro, para o Brasil”, que terão sido referenciados, à Cabrita, por Carlos Mota, que, afinal, eram pagamento de impostos; bem como “os cartões de crédito, numa lista do FBI, para pagar “sites” com materiais pedófilos e pornográficos”. Existia, nessa lista, um cartão em que dois dos nomes coincidem, mas Dias André sabia que não era Carlos Cruz. Até já tinha consultado a UNICRE, antes da detenção.
Quando Carlos Cruz foi interrogado, pelo Juiz Rui Teixeira, o “processo” ainda não tinha as folhas todas. Ficou espaço, na numeração, para algumas, que era suposto corresponderem a depoimentos, que o incriminassem, que ainda não tinham sido recolhidos. Nos quinze dias seguintes à detenção, “desfilaram”, pela PJ, dezenas de potenciais testemunhas, a quem foi mostrada a fotografia de Carlos Cruz; e a quem foi perguntado se ele já os tinha “comido”. Este facto pode ser comprovado através das respectivas convocatórias; ou pelos verbetes de entrada, que são recolhidos, de novo, à saída, para arquivar. Isto, se ninguém “fez desaparecer” esta parte do arquivo, como já sabemos que é prática. Dentre estas “testemunhas”, há as que entraram na PJ, saindo do carro de Dias André.
Depois desta “triagem” “aperfeiçoaram” os depoimentos dos que “aceitaram” dizer que sim. Estes vivem ou dormem em casas que a PJ tem, permanentemente, alugadas, ou no Centro de Estudos Judiciários. Os seus depoimentos são treinados por Pedro Strecht, que é outra figura central sob ameaça. Nos depoimentos não há datas precisas, para não correr o risco de, nesses dias, Carlos Cruz poder demonstrar que estava noutros sítios. O Fábio (a quem chamam Joel), o jovem que denunciou o Bibi, foi marginalizado, inclusive por Catalina Pestana e pelo próprio Ministro Bagão Félix.
Um nome que não aparece, referido por estas “testemunhas”, é o do Juiz Caramelo, do Tribunal da Boa Hora. Estes miúdos gabaram-se, inclusive, que ele chegou a intervir, em julgamentos em que estiveram envolvidos, e que os absolvia, com medo de que “abrissem a boca”. Curiosamente, um dos grandes amigos do Juiz Caramelo, nesse tribunal, era o Juiz Trigo de Mesquita.
Todos os actuais prostitutos, que passaram pela Casa Pia, a referiram como “um grande bordel”!
Os interrogatórios feitos aos alunos da Casa Pia foram bastante violentos, ao contrário do que dizia Pedro Namora. Alguns recusaram-se a voltar à PJ, devido a esse facto. Dias André usava a “técnica” de dizer: “o melhor é confessares, porque o teu colega já contou tudo”; conjuntamente com a técnica do “polícia bom / polícia mau”, a interrogar e ameaçar Carlos Silvino, para o obrigar a afirmar que conhecia Carlos Cruz.
No início, chegaram a pôr a hipótese de apontar a casa de Carlos Cruz, como local dos abusos e orgias; mas desistiram, porque era demasiado arriscado, corria o risco de “não pegar”, vivendo ele com a mulher e a filha bebé. Chegaram a procurar fotos do interior da casa, em revistas da especialidade, para ser descrita pelas “testemunhas”.
A detenção está “cheia de falhas”, que foram planeadas: ninguém verificou se ele transportava remédios em quantidade suficiente; se levava passaporte, ou dinheiro suficiente, para evitar levantamentos que o denunciassem; se tinha agenda, o que ela continha; se levava muita roupa… Não lhe ficaram com o computador portátil; não verificaram o que continha; não foram logo a casa dele.
Dias André considerou “uma ideia brilhante” não fazer nada disso, porque podia depois assumir como falha, que permitira a “destruição” das provas. Chegou a afirmar: “só se fôssemos loucos é que íamos fazer buscas e apreensões, que iam estragar tudo”. É inconcebível tanto primarismo e ignorância juntos, num inspector da PJ; nem sabe que se podem ler ficheiros apagados.
Dias André tentou manipular fotos, de modo a conseguir alguma imagem, em que Carlos Cruz aparecesse com crianças, a partir, inclusivamente, dos ficheiros do “processo do Parque”, que ele possui, para fins privados. Estão a ser utilizadas algumas dessas fotos. O Director Nacional foi informado da “destruição” desses ficheiros, mas a única “testemunha” é Dias André e, eventualmente, Rosa Mota, o que dá no mesmo. Óptimo material para chantagem e extorsão, em que Dias André é “especialista”. Além de droga, é claro!
Por causa disto tudo, há uma rapariga que pediu para sair da “equipa”. Anda tão assustada que nem fala com os colegas. Suspeita-se que devido a ameaças do “duo” Dias André / Rosa Mota.
Nota: Moita Flores tem uma ligação estranha com Dias André; por um lado toma posições, públicas, de defesa da inocência de Carlos Cruz; por outro lado tem uma empresa que usa para “limpar” crimes, juntamente com o seu sócio e “líder espiritual” Marques Vidal. Tem um outro líder: um tal Santinho Cunha. Por exemplo, na Alexandre Herculano, há vários processos por corrupção, que estão “congelados”. Os patrimónios de Moita Flores e de Marques Vidal são incalculáveis. O primeiro acompanhou, desde sempre, ete plano de Dis André, Rosa Mota e Felícia Cabrita; parewce que tem alguma simpatia por Carlos Cruz, mas não hesitou em deixá-lo cair. Consta que o seu interesse, neste caso, era oferecer os serviços de “protecção” da sua empresa, a políticos do PS. Tentou, várias vezes, falar com Ferro Rodrigues, com esse objectivo. Como não conseguiu, Paulo Pedroso está preso. Tam,bem foram mostradas, aos miúdos, fotos de João Soares e de José Sócrates, pelo menos. Suspeita-se que estes tenham preferido pagar, para não ir fazer companhia a Pedroso, ao contrário de Ferro Rodrigues que, no plano inicial, é que seria o detido, em vez de Pedroso.
A ligação Dias André / Moita Flores vem de longe, bem como a “prestação de serviços” deste, a “limpar” crimes, a bom preço. Veja-se o caso de Eurico de Melo, a quem roubaram a pasta, com cartas comprometedoras sobre as suas actividades pedófilas e homossexuais.
Dias André e Moita Flores estavam entre os “tipos” que “encontraram” a mala. Quando este caso (Casa Pia) “rebentou”, Moita Flores apressou-se a escrever, no Diário de Notícias, que a mala era do Engº Sousa Gomes, e que apenas continha um discurso. Impõe-se perguntar: porquê escrever isto num artigo, que nem sequer estava inserido na crónica que tinha no DN? A resposta é óbvia: para proteger o seu “cliente” Eurico de Melo.

Vamos então a outra faceta desta história!
Já vimos que Carlos Cruz era alvo de Dias André, que disse que o ia “apanhar”, por o ter visto a chorar, na televisão. Por outro lado, as ligações, embora pontuais, a José Sócrates (euro2004) e a João Soares (eleições para a Câmara de Lisboa), colocam-no na área dos partidos políticos a desacreditar. Neste “filme”, ele é, afinal, “o homem errado, no tempo errado, no lugar errado”. Está inocente!
Dias André, Rosa Mota e Catalina Pestana contam, nisto tudo, com a colaboração de Pedro Strecht. Não sabemos se ele também está a ser chantageado, por Dias André, já que é homossexual, com alguns comportamentos pedófilos. Mais do que um dos alunos que “passaram” pelo seu consultório, nestes últimos seis anos, ou mais, lhe chamam “paneleiro”. Casou há pouco tempo, à pressa, parece que para disfarçar.
Paulo Pedroso é um “caso” planeado para servir os objectivos políticos duma certa “direita”, onde se inclui a protecção de Paulo Portas. Tudo leva a crer que estão envolvidos alguns indivíduos de “peso” envolvidos em pedofilia, como por exemplo (Engº Pães do Amaral, cujas ligações a Paulo Portas são antigas; Juiz Carlos Lobo, que partilhou, regularmente, a cama com Portas e o protege). A “zanga” com José Braga Gonçalves foi encenada, é falsa, para desviar as atenções o seu envolvimento na Moderna, para o “branquear”. Foi combinada entre Braga Gonçalves e o assessor de Portas, Pedro Guerra, homem que conheceu, no Independente, que tem também fortes ligações no Correio da Manhã.
A notícia do jornal “Le Point” é verdadeira. Paulo Portas é “Catherine Deneuve” e o outro ministro é Luís Filipe Pereira que, ao que consta, se prepara para sair do governo, como fez Valente de Oliveira.
Bibi confidenciou, a pessoa da sua confiança, que Portas, Filipe Pereira e Valente de Oliveira, eram clientes de Pedro Namora, que lhes “arranjava” jovens casapianos, até “rebentar a bronca”, principalmente às sextas-feiras. A alcunha de “Catherine Deneuve” deve-se ao facto de Portas costumar ter, no carro, uma cabeleira loira.
Dias André sabe que “a zona” de Bibi, como angariador e distribuidor, era mais o Parque Eduardo VII, onde actuava juntamente com as “testemunhas” João Paulo Lavaredas, Francisco Guerra, Mário Pompeu, Francisco Andrade e Mário Necho. Todos estes são prostitutos, proxenetas, traficantes de menores; e alguns também são traficantes de droga e toxicodependentes.
Consultando a ficha de Lavaredas, na Casa Pia e na PJ, onde tem cadastro, percebe-se que se trata dum jovem violento e perigoso. O inspector Fernando Baptista recebeu, em Março / Abril do ano 2000, uma proposta de expulsão da Casa Pia. Mário Pompeu disse, à mãe, ter sido pago para acusar Carlos Cruz; e disse, publicamente, que também iria receber para acusar Paulo Portas. Márcio Necho conhece, de facto, Jorge Ritto, mas nunca viu Carlos Cruz nessas “actividades”. Mantém contactos, estreitos, com Dias André, enquanto Francisco Guerra visita, com alguma frequência, o Bibi, pra chantagear. Entre chantagens, interrogatórios com ameaças de pena máxima e também com droga, Dias André e Rosa Mota mostraram, a Bibi, fotos de Valente de Oliveira, Narana Coissoró e Mota Amaral, tudo com a cumplicidade do advogado José Maria Martins. Preparam-se para obter um “parecer” psiquiátrico, que o dê como “incapaz”. Elementos da PJ testemunharão a seu favor. É que Bibi não é um “fim”! É apenas “um meio”, que está a falhar, porque não diz os nomes que “eles” querem.
O Dr. José Maria Martins, para ganhar fama e porque está muito bem pago pelas pessoas que financiam estas operações todas (há muito dinheiro da droga), é cúmplice! Insiste que Bibi deve voltar a ser internado, em Caxias, para ser drogado. Nesse estado (drogado), dirá, ou assinará, o que Rosa Mota e Dias André quiserem. Depois é dado como incapaz, internado, e sofre pena mínima. O médico do EPPJ tem-se oposto a esse internamento. Não se sabe até quando aguentará!
Voltando a Paulo Portas! Mais uma vez, funciona a “protecção” de Marques Vidal e de Moita Flores (que esteve ligado à Moderna e é maçon). O facto é que não aparecem depoimentos a acusar Paulo Portas; nem mesmo o que foi “prometido” por Mário Pompeu. O seu nome está a ser “protegido” a troco de quê? Qual é o pagamento? Os dois, Vidal e Flores, têm a seu cargo (e bem pagos) a preparação de vários aspectos da segurança do Euro2004. Aqui entra outro “personagem” que colabora com eles: Paulo Bernardino, que foi da DINFO (actual SIEDM). Controla mais informação que o próprio Caimoto Duarte. Dias André foi motorista de Paulo Bernardino e os dois contactam-se, frequentemente, para estabelecer “estratégias”.
Pedro Namora era, pelo menos até há poucos meses, “angariador” de jovens casapianos, para figuras importantes. O que é lógico! Só um maluco é que se “ia pôr nas mãos” de um “básico” como é Carlos Silvino. Seria um risco altíssimo. Com Namora há segurança!
Entretanto ninguém se admire se Marques Vidal for o próximo director do SIS. O “polvo” fica a controlar tudo. Cunha Rodrigues não faria melhor.

Conclusão:
O processo “Casa Pia” está todo inquinado, a “matéria” de acusação foi forjada! As pessoas minimamente informadas até o dizem, calmamente, à mesa dos restaurantes. Há pessoas inocentes presas.
Não sabemos se o Dr. João Guerra é cúmplice ou manipulado. Com as suas “obsessões” é facilmente manobrável. O juiz Rui Teixeira parece ser o enganado. Se assim for, será o último a saber.
As testemunhas são falsas, mentirosas, foram treinadas, pagas com dinheiro e droga, para mentir. Esta mesmas moedas, dinheiro e droga, também pagam Felícia Cabrita. Ela é, como se sabe, é público, alcoólica e cocainómana, em adiantado estado de dependência. Daí as suas intimidades com Pinto Balsemão, de quem também é fornecedora.
Um dos coordenadores, desta monstruosidade, é Dias André, que tem um “currículo” impressionante: 1- Falsificação de provas / 2 – Destruição de provas / 3. Extorsão / 4. Corrupção / 5. Desobediência às chefias / 6. Ligações ao tráfico de Droga.

A droga é outra “história” muito completa. É outro “polvo” que não acabou com a suspensão de dezena e meia de agentes da PJ.
Para “abrir o apetite” e alertar as entidades máximas, deixamos algumas pistas:
- Vários barcos vão a Marrocos comprar droga. Tudo pago pela PJ;
- Há civis envolvidos, no papel de “agentes infiltrados”, mas que são apenas provocadores, na distribuição;
- Fazem-se apreensões “espectaculares”, junto dos compradores que são angariados, pelo “infiltrado”. Setúbal e Aveiro são exemplos famosos. Assim a imagem “vendida” pela PJ, de si própria, é de “grande eficácia”.
- Desviam-se alguns quilogramas, antes de chegar ao armazém. É uma espécie de “comissão” para a equipa que “investiga com sucesso”. É a herança operacional de Dias Costa. Os seus herdeiros são: Paulo Rebelo, “afilhado” de Laborinho Lúcio e chefe de Dias André, Ilídio Neves Luís, Luís Neves Baptista, etc.
Perguntamos: quem é um tal Victor Ferreira, civil “infiltrado”, íntimo de Paulo Rebelo, de quem chega a conduzir o “Alfa Romeo”? A quem pertence o armazém da droga, da PJ, na Lourinhã?
Ficamos atentos, a aguardar os desenvolvimentos desta exposição. Se tudo se mantiver, como até agora, este documento será enviado a toda a comunicação social, portuguesa e estrangeira. Não aceitamos assistir, impávidos, ao “linchamento” de inocentes. Já se foi longe demais!

Assinado: GOVD - Grupo Operacional de Vigilância Democrática.»

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2.22.2005

Uma Nova Forma para o Velho Universo
Dodecaedro de Poincaré

Recentemente, pesquisadores do Observatório de Paris apresentaram um nova teoria sobre a forma do universo, baseada no primeiro ano de observações do WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe) - uma missão da NASA para medir a temperatura da radiação cósmica de fundo, que é uma reminiscência residual do Big-Bang.
Segundo esta teoria, o universo é finito e tem uma forma. O modelo adoptado é o dodecaedro de Henri Poincaré (matemático e filósofo francês do século XIX), um sólido de doze faces iguais, semelhante a uma bola de futebol (o que poderia esplicar esta obsessão universal pelo esférico... lol). A singularidade deste modelo reside no facto de todas as faces deste sólido serem identificadas entre si, duas a duas (ou seja, a cada duas faces do dodecaedro existem duas faces opostas. Este princípio geométrico é impossível de demonstrar na prática, mas apenas através da matemática.
Deste modo, o novo formato do universo seria algo como ilustra a foto acima. Simples, não? Segundo esta equipa, o formato em causa transformaria o universo numa gigantesca casa de espelhos, distorcendo todas as observações que são feitas. Uma estrela, por exemplo, emitiria luz em todas as direcções e todos os limites do universo reflectiriam essa luz. Assim, um astrónomo poderia observar simultaneamente a mesma estrela em posições e épocas diferentes.
É uma teoria impressionante que poderá responder a uma das mais angustiantes concepções do ser humano: a representação e compreensão do infinito. Isto dito, obviamente de uma forma muito simples, pois o infinito mantêm-se incompreensível para lá do universo conhecido. Pois da mesma forma, que uma célula contêm milhões de átomos e o universo milhões de estrelas, algo deverá conter milhões de universos. O infinito é a redundância.

Inovations Report
Laboratory Universe and Theories

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2.21.2005

O Maravilhoso e Ansiado Retorno ao Saudoso Positivismo Facilitista Socialista
David - Julgamento e Morte de Sócrates

Ora, parece que afinal tinha razão, o PS venceu as eleições sem sequer trabalhar para isso. Não é de admirar. Em Portugal, como em muitos outros países, vota-se à direita numa altura em que as dificuldades económicas são alarmantes e vota-se à esquerda logo a seguir para contrabalançar as políticas de contenção com promessas sociais.
Afinal de contas, o melhor para Portugal, não era o que estava em causa, porque a campanha nunca se baseou em ideias ou projectos, mas em figuras de proa. Mas que ninguém se atreva a dizer, que votou em Sócrates porque este é um magnífico líder, um excelente estadista, um homem com uma carreira brilhante, cheio de convicções políticas e de vontade de construir um melhor futuro para o país.
Mantenho tudo o que disse. Nestas eleições, votar PSD era contribuir para a Democracia em Portugal. Como se viu, toda a margem esquerda subiu historicamente, deixando a direita reduzida a um canto. Tive muitas discussões ao longo destes dias sobre toda a conjuntura actual e aquilo que observo é que a maior parte das pessoas não quer saber verdadeiramente de alternativas. Pela maneira que falam, pela forma como defendem ideologias e projectam os seus sonhos, a maior parte das pessoas, desconfio, gostaria de ver o partido em que assiduamente vota transformar-se no partido único em Portugal. A maior parte das pessoas, à sua inocente maneira, é fascista. Perdoem-me, mas é isso que penso. Uma democracia sólida é aquela em que todas as correntes de pensamento nacionais estão corporizadas em partidos e que, de quatro em quatro anos, todos eles possam ter uma igualdade de oportunidades para alcançar o poder. Mas não é isso que se passa.
Como muitos comentadores observaram, em noite de eleições, a estratificação de voto presente, não é demonstrativa de uma real estratificação social. O país não é canhoto, apenas tem o braço direito engessado. Vítima de um atropelamento causado pela mão esquerda...
Isto faz-me lembrar um documentário que vi há uns anos sobre a epilepsia, no qual indíviduos que sofriam desta condição eram sujeitos ao corte do corpo caloso, separando os dois hemisférios do cérebro (a lobotomia de Egas Moniz). A recuperação era milagrosa, uma vez que os ataques epilépticos são causados por um excesso de sinapses neuronais. Mais tarde descobriu-se que a maior parte destes pacientes desenvolvera terríveis neuroses, causadas pela quebra de comunicação entre os dois hemisférios, em que os actos das funções esquerdas do corpo não eram percepcionadas pelo hemisfério oposto. Nos relatos de neuroses mais recorrentes, os pacientes testemunhavam que uma das suas mãos os atacava durante o sono e tentava sufocá-los.
A realidade política portuguesa sofre um pouco desta disfunção também. Leucotomizou-se a esquerda da direita, não comunicam, não são capazes de funcionar como um todo representativo da população portuguesa. Deveriam usar as suas divergências de forma constructiva , mas em vez disso servem-se delas para cavarem um fosso entre si, atacando-se mutuamente sem qualquer razão.
Apesar de tudo estou optimista quanto a este mandato. Gostaria de ter visto o partido socialista suar na noite das eleições, gostaria de o ter visto lutar por uma vitória difícil, gostaria de o ter visto coligar-se à esquerda para obter uma maioria mais heterogénea (e logo melhor representativa da população portuguesa), gostaria de o ter visto ganhar por valorização e não por exclusão de partes, gostaria de ter visto Jorge Sampaio engolir em seco... Infelizmente nunca obtemos tudo o que desejamos...
Mas estou optimista, a esquerda tem todas as condições que a direita não teve há três anos atrás, para operar mudanças positivas neste país. Após uma época de contenção, de crise, encontramo-nos numa linha económica ascendente e é possível de novo investir em projectos de cariz mais socio-cultural. Isso não será difícil ao PS, não haverão decisões tão difíceis para realizar, como o governo social-democrata encontrou pela frente, após uma época de calamitosa má gestão socialista.
Estou optimista, porque sei que o país, com a maioria absoluta socialista, voltou de novo aos seus tão queridos brandos costumes. Tudo poderá permanecer igual. Bastará o levantamento da ideia de crise e o discurso positivo e sonhador para devolver a confiança perdida ao nosso povo.
No fundo, por mais críticas que possa tecer a José Sócrates (e acreditem que é uma enciclopédia delas), sei que ele não será pior que um Guterres, que um Barroso ou que um Santana. Lamento apenas, que tenhamos perdido a oportunidade de ensinar à classe política que não somos ignorantes, que não somos tão previsíveis e ocos como nos julgam, que não somos tão tacanhos e mesquinhos que responsabilizamos uma única pessoa por todos os problemas do país, que de vez em quando podemos surpreendê-los e que se quiserem manter os seus postos deverão esforçar-se para dignificar os seus exercícios políticos e honrar os seus eleitores.
Lamento a decisão de Paulo Portas em abandonar o CDS-PP. Compreendo que já não veja razões para lutar e já não encontre forças para o fazer. Mas a fraqueza que o impele a abandonar tão dignamente o cargo enfraquecerá sobretudo o PP e com isso a própria direita, já tão diminuída.
Santana Lopes teve os seus quinze minutos de fama no lugar de primeiro-ministro e, injustamente, acredito que nunca voltará a ter uma oportunidade igual. Em política, no entanto, não há vencedores, nem vencidos e a única real derrota é a derrota democrática que transformou este país num ciclope.

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2.20.2005

Os Cinco Pecados Sensoriais
Ouroboros

Isto poderá parecer contraditório, mas se queremos resolver os problemas do mundo, devemos pensar em nós próprios.
É a minha sincera opinião. Não me interpretem mal, não estou a fazer a apologia do egocentrismo, porque isso é pura e simplesmente hedonismo. O que defendo é um retorno a um culto do Eu helénico. Um retorno a uma religião em que a igreja é o corpo humano, a alma e a mente. Convertermo-nos a essa causa será ponderar o nosso papel no mundo, na procura alquímica da pedra filosofal. Temos de pensar em nós como um elo na corrente natural, porque isso é o que somos: um elemento da equação existencial tão importante quanto a chuva, o céu, a planta, o pó. Dentro desse ecossistema, devotarmo-nos a um auto-aperfeiçoamento só contribuirá para a perfeição, harmonia e equilibrio do sistema.
A questão ecológica é o exemplo perfeito, embora esta filosofia seja tão válida para este caso como para todos os flagelos da humanidade, ou não fosse a base de qualquer religião o amor-próprio e pelo próximo. A poluição que produzimos, os danos que causamos ao ambiente, prejudicam o mundo tanto quanto nos prejudicam a nós. Hoje em dia, incineramos o olfacto com tabaco e canos de escape; poluímos o paladar com açúcares ao ponto de já nem saborearmos; deixamos a visão decompôr-se em frente a ecrâns; enfraquecemos a audição com auscultadores e décibeis urbanos; alienamos o tacto com teclados, telemóveis, ou mesmo meras canetas, como se as mãos nada mais sejam que ferramentas numa linha de montagem, reduzidas a meros cabos com que nos ligamos aos objectos para podermos funcionar; numa sociedade em que comunicamos cada vez mais com máquinas do que com pessoas.
Caminhamos para a apatia sinestésica, para uma condição vegetal, rodeados de tecno-fungos em não-lugares. O paranormal somos nós, alienígenas neste planeta. Desligados de tudo, incluindo de nós mesmos, avançamos para longe de tudo o que é humano.

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2.19.2005

Em Véspera de Democracia
Delacroix - La Liberté Guidant Le Peuple

Tenho uma confissão algo vergonhosa a fazer: nestas eleições vou votar PSD. Sim, já sei, o voto é secreto. Mais valia estar calado. Mas infelizmente não posso. Apesar de ir contra quase todas as minhas convicções políticas, foi essa a decisão que tomei.
Não vos passa pela cabeça o ambiente lá em casa depois de, em resposta à pergunta da minha mãe:
- "Então vamos votar nos comunistas este ano?"
Eu imediatamente ter respondido:
- "Nem pensar!!!"
Mais tarde vim a saber que o meu (orgulhoso) pai chegou à mesma conclusão que eu e vai votar na mesma direcção. O meu irmão não se descose...
Para concluir a pintura deste lindo quadro resta intuir a seguinte equação:
[(Uma comunista convicta - um comunista desiludido)
x um anarco-socialista (ahem) + um bloquista-nihilista]
x número de famílias portuguesas com divisões semelhantes
= uma feliz economia farmacêutica.
Todas estas divergências só existem porque tive a sorte de nascer no seio de uma família extremamente liberal. Nunca fui baptizado, oprimido ou politizado (nessa ordem de importância ;)...
Mas voltando à questão essencial, tenho de me justificar. Porque é que alguém completamente anti-capitalista e anti-corporativista, alguém que abomina a propriedade, os nacionalismos, as ortodoxias, etc é capaz de votar num partido que é exactamente o oposto de todas essa convicções? Porquê votar anti-eu? Simplesmente porque voto sem egoísmo. Porque acredito que esse acto deve ser realizado em consideração dos meus pares, porque isso é democracia. O voto não deve ser um acto acéfalo, fruto da simples e arrivista filiação num partido, por exclusão de partes ou ilusão de que isso é tudo. Não deve ser um conformismo prático, resultado da desilusão perante os erros de todos os governos. E acima de tudo não deve ser reaccionário, como foi a eleição do PSD pós-guterres e desconfio será a eleição do PS pós-Barroso/Santana. Vota-se por um instinto de mudança e a mudança nunca se dará se o instinto permanecer esse. Andamos a jogar ping-pong da esquerda para a direita, quando na realidade nem esquerda nem direita existem em portugal e a única resposta sã é a brancura do papel.
No entanto, não é em branco que vou votar, estou farto de votar em branco. Mas também não é por estar farto de votar em branco que vou votar PSD. Tenham paciência enquanto me explico...
Na minha visão e sem querer ferir susceptibilidades ou insultar os ideais de ninguém, acredito no seguinte:
- Votar em branco nada significa;
- Votar CDU é votar na oposição;
- Votar Bloco de Esquerda é ser irresponsável;
- Votar PP é ser retrógado;
- Votar PS é ser imbecil;
- Votar PSD é ser imbecil.
Mas descriminemos isto...
- No caso da CDU pós-Carvalhas já nem se pode ter a certeza de se estar a retirar poder a uma maioria PS, pois já foi assinalada a abertura do partido a uma aliança pós-eleitoral com um PS sem maioria absoluta. Nesta conjuntura, votar CDU é votar PS.
- Quanto ao BE, aprovo muitos dos seus ideais e apoio o seu liberalismo, mesmo quando por vezes roça extremos de ridículo. Mas tenho de admitir que enquanto força política são por enquanto insignificantes, mesmo no panorama da oposição, até porque sempre foi essa a função que ocuparam e já ninguém lhes dá muito valor. De uma forma um pouco dura, pode dizer-se que são o rebelde adolescente da política (e ninguém suporta adolescentes). Receio bem que seria um perigo um grupo como o BE conquistar o poder executivo.
- Quanto ao PP, não vou coadunar com o ódio de estimação que os media portugueses propagaram sobre a figura do "aliterado" Paulo Portas, mas a verdade é que as suas acções políticas não devem nada ao seu discurso de extrema direita conservadora. A valorização das Forças Armadas, o retorno aos valores e costumes preconceituosos e ostracizantes de um Portugal idealizado, o cristianismo retrógado e o próprio nacionalismo saudosista, tão incendiário que me arrepia sempre, ao remeter-me para o nacional-socialismo alemão. Temo muito o poder de sedução destes ideais, quando sabemos poderem ser tão belos (não esqueçamos que o nacional-socialismo tem origem na Áustria, na ideia emergente do Volk, na procura de raízes históricas que construíssem uma identidade alemã, e acabou encontrando-as no povo ariano) quanto destructivos.
- Os casos do PS e do PSD são óbvios. Enquanto partidos titânicos em Portugal funcionam cada vez mais como uma Sindicato de Políticos, do que propriamente como partidos com preocupações legítimas com a actualidade nacional e com as causas portuguesas. São uma Grande Loja Maçónica protectora da sagrada Cosa Nostra e dos seus ilumindos Irmãos, com iniciados espalhados tentacularmente por todas as institituições nacionais. Desde os sindicatos às associações de estudantes, esta confraria abrange quase todos os pontos nevrálgicos de concentração de poder no nosso ridículo país. Este único assunto seria suficiente para um blog à parte e vou-me abster de me alongar mais. Deixo aos vossos intelectos as elações.
Uma vez mais, insisto, não pretendo ofender ninguém, mas se não consegui refrear a paixão que nutro por estes assuntos e feri mesmo assim alguma sensibilidade, estejam à vontade para me recriminar. Como alguém já o disse: posso não concordar com a tua opinião, mas lutarei para que tenhas o direito a exprimi-la ;)
De qualquer forma, ainda não fui claro, a única coisa que fiz foi assinalar a inexistência de alternativas políticas dignas em Portugal. E isso não só não é novo, como já é exasperante ouvi-lo.
Vou votar PSD por uma única razão: é a coisa mais democrática a fazer. Da mesma forma que acho mais importante o Direito à opinião do que a minha própria e solitária opinião, também acho muito mais importante o Direito ao Poder do que a simples filosofia de quem o detem. Refiro-me ao acto anti-constitucional, fascista e amoral do nosso simpático PR ao dissolver a Assembleia da República. Embora já não se leia uma linha sobre este assunto nos jornais, ou se ouça uma palavra nos noticiários, em mim ficou marcado indelevelmente como um trauma de infância! Já se assassinaram presidentes por muito menos! É incrível como não só não nos deu qualquer razão concreta para o acto que cometeu, como foi capaz de afirmar que nada devia explicar aos portugueses (para que saibam, neste momento estou a teclar como um pugilista). Sinceramente, por mais que pense, não encontro razões de fundo para esta decisão presidencial, a não ser talvez aquilo que em inglês se denomina uma "power-trip". A única teoria que julgo possível é a de que ao cometer a inconstitucionalidade de empossar o substituto de Durão Barroso, o nosso PR tenha sido vítima de uma epifania, tenha tido uma visão de Deus em que o Criador lhe transmitiu a Sua vontade de fazer uma experiênciazinha social e, por instinto messiânico, convencido de que após essa idolopeia se tinha tornado o umbigo da humanidade, um vortex de energia onírica, decidiu não desperdiçar esse poder e logo a seguir dissolveu a Assembleia. Se esta teoria estiver correcta, o mais tardar em Março deverá haver nova dissolução. lol. O que me faz pensar se terá sido coincidência a Irmã Lucia nos abandonar para ir ter com o Criador logo nesta altura? hummm....
Ou isso ou o PSD ter avançado com a proposta de acabar com o sígilio bancário, ou por ter decidido vender o património público a exploradores privados. Bem que pode ser. É verdade que não só a UE não aprovou a venda e apenas autorizou o aluguer, como demorou meses suficientes até Bagão Félix receber a resposta já em situação de governo de gestão. Talvez ao vendermos o
património, o tesouro público aumentasse de tal forma, que seríamos um perigo económico para o resto da Europa. lol! Cotas de pesca? pff... nós temos ruínas, meu amigo! Ruínas e ermidas!
É essa maioritarimente a razão pela qual vou contra os meus princípios, votando à direita pela primeira vez na vida! Porque acredito que Santana Lopes nunca teve um momento de fôlego que lhe permitisse governar e merece no mínimo o benefício da dúvida. Se acrescentarmos a isto o facto de o PS não ser em nada melhor que o PSD. Se acrescentarmos a isto o facto de José Sócrates ser um verdadeiro zero à esquerda que só poderia mesmo ganhar umas eleições numa altura em que toda a gente está farta de PSD. Se juntarmos a isto o facto de o meu voto em qualquer outro partido não oferecer mais qualidade à vida política portuguesa e um voto à esquerda só beneficiar o PS. Se acrescentarmos a isto o facto de um voto em branco ser um protesto oco numa altura em que devemos protestar contra mais do que o recorrente bode-expiatório de todas as culpas: o Sistema. Então a minha decisão é fácil.
Alea Jacta Est e até segunda!

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2.17.2005

Radio Free Nepal


Este é um blog que vale a pena visitar. Mais de 11 mil pessoas já morreram no Nepal desde que o Movimento Maoísta inciou a luta por uma Republica. Infelizmente, ao contrário de outras tragédias como a da Palestina ou do Iraque, esta não tem merecido qualquer atenção das agências noticiosas nacionais. Visitem também a CNN ou a BBC se desejam informar-se sobre este caso. Podem também consultar este site.

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2.16.2005

Caça-Fotões


Durante 2004 fartei-me de tirar fotos e de fazer experiências com uma máquina digital Pentax de 4 megapixeis. Algumas delas deram resultados surpreendentes. Resolvi disponibilizar uma selecção (difícil) para quem quiser. No mínimo dão excelentes fundos para o ambiente de trabalho. Só peço em troca que deixem a vossa opinião sobre elas. (Convém dizer que para além de um ajuste de níveis estas imagens nunca viram o photoshop ;)




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